segunda-feira, 4 de março de 2013

Suave é o silêncio.



O passado traz a sua angústia, lembranças escondidas em meio a quadros, que adorna a sala de uma modesta casa. Não há como fugir desse medo que atormenta e mutila o meu ser. Não posso me esconder em tempos de tormenta, encontro-me letárgica diante de um presente que erroneamente me faz  sobrevoar a um passado sombrio.É preciso buscar a fé de uma criança.Suave é esse silêncio que não me pertence, jaz diante de um inferno dantesco, não ouso buscar um paraíso de Beatriz, pois não possuo um alguém. Hoje, o nada me pertence.

terça-feira, 24 de abril de 2012

O amor é a poesia dos sentidos.



O passado era o meu inferno, e nessa escuridão eu não saia.Não tinha direção, nem objetivo, corria atrás de migalhas, rastejava pelo nada, meu espírito definhava a cada dia, me sentia pior que a "barata" de Kafka. A solidão era o meu guia, a angústia penetrava em cada pedaço do meu ser. Eu não tinha sentido, a minha vida muito menos. Tentei ser feliz, mas fracassei em todas as tentativas. 

Acreditei em ilusões e amores fracassados, o meu céu era nublado e nesse tempo, os corvos do Allan Poe sempre estavam lá para enfeitar o meu ser. Assim como Dante perdido na floresta escura, eu também estava lá à procura da minha salvação. Após enfrentar todas as feras da vida, eu não desistir de encontrar o caminho certo, a estrada infinita da minha vida. 

Com você encontrei o Paraíso, em todos os sentidos. Você deu sentido para a minha vida, trouxe luz para trilhar o meu caminho, e nessa estrada eu não ando mais só. Tenho você por perto para guiar e cuidar de mim...Te amo mais que essa palavra possa significar, a minha vida não é um inferno, é um eterno paraíso onde se pode ouvir Jazz e Doo-wop  e ser feliz ao teu lado. O meu amor por você é eterno, até por que "se não é eterno, não é amor"( como já dizia Nelson Rodrigues). 

Quero morrer ao teu lado, pois a minha vida sem você não tem sentido algum, eu amaria por nós dois se fosse necessário. E o meu passado foi enterrado, nem notícias quero ter, o que me interessa é o presente e o futuro, por que nós escrevemos cada página desse lindo romance, pois é o amor divino que move o sol e as outras estrelas.

Confissões...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Prazer, filha da angústia.

Ela saia à procura de algo, mas não sabia o que tanto procurava. Sempre mostrou ser uma mulher decidida, independente, e cheia de razões, e nesse momento ela entrava em desespero ao saber que sua vida não tinha sentido. Queria entender, como uma mulher que servia de exemplo para os outros, não era um exemplo para ela mesma. A angústia penetrava em cada pedaço do seu ser, talvez este sentimento sempre estivesse ali, mas enterrado. Estava sozinha, não queria escutar problemas de outros, só pensava na sua vida, e para esquecer o nada, decidiu beber, por enquanto o álcool era o seu melhor amigo. É certo que ela não tinha um companheiro, não sabia o que era vida a dois, e nesta busca incessante do sentido da sua vida, talvez estivesse nesse “companheiro”, mas logo desistia desse pensamento, quando lembrava do seu coração crucificado por bárbaros, movidos a um ódio gratuito. Ah! Ela nem podia amar novamente e não tinha forças(nem se ela quisesse), já que foram tantas as desilusões...

Não caiu em lágrimas por não ter um companheiro,o seu lema era: “Melhor sozinha, do que mal acompanhada”, e aos poucos esse lema já fazia parte do seu ser que nem tatuagem. Sua busca não era um companheiro, e sim o sentido da sua vida, chegou a conclusão  que o amor não resolvia nada, fazia somente a questão de cegar, e isso era o que ela mais temia, ela poderia ter a angústia , mas nunca perder a lucidez. Não queria viver de ilusão, achar que esses sentimentos universais poderia ser o remédio para todos os problemas. Repugnante eram as pessoas, que faziam questão de indiretamente dar “lição de vida” sobre o que era o amor, e dizer em alto e bom som que isso era o sentido da vida. Bom, então os problemas do mundo estão solucionados! Eureka?  Perfeito se fosse verdade, assim ela não estaria em uma mesa de bar, com o seu melhor vestido, o melhor vinho, a melhor noite, e sentido uma angústia maior do que o seu próprio ser. O seu vazio não seria preenchido com o amor, era ilusão achar que a vida a dois era a solução, na verdade seria a porta de entrada para outras indagações, problemas e muita angústia. Ela saiu daquele lugar sem respostas, e na verdade ela já sabia como terminaria a sua noite: Sem respostas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Embriagada de amor

Não há nada a fazer. Por ti ando embriagada. Meu amor é insano, intenso, e quem sabe infinito. Choro mágoas de dor ao vê-lo partir, roubaste o meu coração com meu consentimento e nesse momento você o despedaça. Uma dor me consome por inteiro, quero embriagar-me de amor para não sentir o horrível fardo do tempo. Nessa boêmia eu me encontro, e por isso vivo embriagada até à alma. Amado meu, navegue no meu mar, revira todo o meu ser, faz minha a tua presença, se esconde aqui dentro de mim, mas nunca pense em se afastar da tua eterna namorada. Quero mais uma dose de amor! Puro e sem gelo, por favor... Em você quero me embriagar.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O vício do amor

 Ela estava vivendo em um conto de fadas, acabou exagerando na dose de felicidade, aquele porre resultou em uma ressaca de amor... Sentiu que a sua vida, finalmente tinha algum sentido, até por que uma vida sem sentido não é vida. E esse amor com um sabor exótico e delirante a encantava a cada instante, e ele tinha esse poder sobre ela. Amor sem medidas, cartilhas e cobranças, amar era simplesmente sentir.

Estar ao lado dele era o seu refúgio, o mundo nem existia, aquele conto de fadas tão fictício confundia-se com o real, e era fabuloso. Cega de amor, não enxergava o mundo, a cada momento se sentia um corpo estranho, queria sempre fugir daquele mundo sem amor. Ignorou problemas pequenos, nada daquele chamado “mundo real” a interessava, praticou o desapego e acabou sendo um ótimo remédio, o seu mundo era outro, um inventado, mas sólido. O problema é que ela não sabia que tinha em mãos, um sentimento tão poderoso, que não só traz felicidade, mas também é carregado de dor. Ao vê-lo partir, sentiu suas mãos trêmulas, coração palpitando, seus olhos suplicando por lágrimas, e uma dor sem igual a dominava por inteiro. Ela mais uma vez tinha a certeza que o amava, mas assustou-se com a dor desse amor, assim como a ressaca, o amor causa dores. 

O amor era o seu vício, nem ousava pensar em cura, desejava a todo instante estar ao lado dele, amar e amar sem quaisquer receios, voluntariamente cega por esse amor. Ele, que não partiu de sua vida, mas voltaria no fim da tarde, a presenteou com um abraço cheio de saudade e olhos suplicando por um beijo e declarações intermináveis. Ela sentiu que o amor fazia parte dela que nem tatuagem, e não tinha volta...

domingo, 16 de outubro de 2011

O amor não precisa de máscaras .

A vida tinha sentido, o quebra-cabeça estava se encaixando, ela aos poucos dizia adeus ao seu passado. Não prometeu esquecê-lo, mas iria tentar não lembrar, ela entendia que o passado era passado, e por mais que tenha enfrentando todas as intempéries, aqueles acontecimentos foram necessários para compreender o presente, e nesse momento a vida tinha sentido. Não era só o seu passado doente que a incomodava, um detalhe importante foi esquecido... E aquela coleção de máscaras?  Nunca foi ela mesma, encarnava sempre um personagem diferente, e aquilo acabava sendo jocoso. Todo mundo (ninguém) a conhecia. Como lidar com uma mulher que não é ela mesma?

As máscaras  era para esconder a sua realidade, demonstrar sofrimento atraia mais sofrimento, ela necessitava viver nessa ilusão, pois esta tinha um falso sentido, não tinha outra saída. No momento que encontrou alguém, o passado não existia, e muito menos máscaras,pela primeira vez, ela seria ela. A vida tinha outro sentido, era algo verdadeiro, nada de ilusões e mentiras, queria  reencontrar o seu eu que estava perdido há anos, e ela encontrou, ele sem saber fez tudo isso. O amor não precisa de máscaras, essa era a verdade dela. Ela se apresentava a ele de rosto nu, de coração aberto e de alma limpa. Ele a tinha nas mãos e ela conscientemente deixou tudo isso acontecer, não existia remorsos ou dúvidas, não tinha tempo para racionalizar o amor, esse sentimento não precisa de razão, ele é infinitamente superior.  Ela sabia que era amor e pronto, ninguém podia tirar a sua certeza, o sentimento era intimamente dela.

Ela sorriu, pois aquele passado e aquelas máscaras viraram cinzas, o momento era o presente e ele estava ali chamando por ela, nada importava só o amor que eles sentiam tinha sentido.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Senhora desse Amor

Seus momentos de eterna solidão estavam com os dias contados, a sua vida aos poucos ia ganhando sentido, um novo sentimento batia a sua porta. No momento de desistência, ele apareceu... Tinha nas mãos o manual dela, nem precisou perguntar do que ela gostava, ele já sabia. A sintonia era perfeita, eles atingiam a perfeição em cada momento, não suportavam a ausência, muito menos a saudade. Precisavam um do outro, como alguém que precisa do oxigênio para respirar, e o amor que sentiam era intenso, na verdade, a “intensidade” era constante em seus vocabulários. Entre eles não existia conceito sobre o amor, muito menos cartilha de como se deve amar, eles inventaram um novo significado para o “amor”. Seria um sonho ou loucura? Ela idealizou um homem perfeito ou ele é real mesmo? No começo ela hesitou em acreditar, era como se o personagem do seu conto de fadas criasse vida, o homem que ela tanto sonhou existia mesmo. Mas a vida não era tão amarga, tinha seu doce escondido, e ela estava ali saboreando esse momento. As páginas do seu passado, de desilusão, sofrimento e lágrimas foram queimadas, ela festejou acompanhada do seu novo e agora único amor de sua vida.

Sim, ela o amava e amaria pelos os dois se fosse necessário, mas não era preciso, ele a amava na mesma medida?! Não, eles se amavam sem medida alguma, simplesmente se amavam. Sabia que nesse momento pela primeira vez, ela seria a “Senhora desse Amor”, a protagonista dessa história, seu papel não seria mais de uma "mulher desiludida com o amor", o momento era outro e o sentimento também, o amor estava batendo na sua porta, e ela estava ali de braços abertos para recebê-lo. Somente o presente e o futuro tinha importância, o passado não existia mais, nem cicatrizes permaneceram, a vida tinha outro sentido e ele fazia parte dessa nova história, eles juntos escreveriam cada página desse romance. Ela não imaginou que um dia encontraria um amor de verdade...Nesse momento, ela percebeu que a vida era assim: Um eterno recomeço.